Hora do Som Eterno: A hora do metal nacional na Warfare

Confira a playlist da emissão desta semana.

Somo Eterno: Temos novo nome e nova morada

Webzine e rede social: O culto ao Metal.

Smooth Comforts False: Primeiras Impressões

O Ep "Secret" e o álbum "Metaphortime" colocaram a bitola de expectativas para o segundo álbum dos Thee Orakle muito alta...

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19 de junho de 2011

Returning We Hear

Inspirado num poema de Isaac Rosenberg, Returning We Hear é a designação do projecto a solo de Jak Noble, multi-instrumentalista oriundo de Bristol (Inglaterra).

Returning We Hear the Larks pratica uma sonoridade que vai do metal progressivo ao alternativo e experimentalista de onde se destacam os excelentes riffs de guitarra e melodias muito bem conseguidas.

Jak tem disponivel para audição, download gratuito (e compra) todos os seus trabalhos (de Returning We Hear the Larks e do seu antigo projecto, Sins of the Watchmen) na sua pagina em Bandcamp. Por aqui ficam alguns temas.

Ligações: BandCamp / Facebook

18 de junho de 2011

UHDN: Pacto musical

Utopian.Hope.Dystopian.Nihilism (UHDN) é um projecto a solo do multi-instrumentalista madeirense Élvio Rodrigues conhecido pelo percurso em Through Darkness.

Élvio lançou este ano um álbum de estreia auto-produzido intitulado por "Pact With Solitude". Para conhecer melhor este projecto e trabalho deixamos cá para audição uma conversa tida com Élvio e uma analise ao álbum:


Utopian.Hope.Dystopian.Nihilism - Pact With Solitude


Edição de Autor / 2011

Utopian.Hope.Dystopian.Nihilism foi criado pelo madeirense Élvio Rodrigues com o intuito de explorar as suas ideias por sua conta e risco uma vez que enquanto banda a sua experiência em Through Darkness se revelou infrutífera, não do ponto de vista musical mas na captação de elementos (talvez pela insularidade) para que permitissem o desenvolvimento do projecto.

"Pact With Solitude" resulta do acumular de ideias que vêm desde 2004. Talvez por isso, este é um registo com uma vertente muito pessoal e até introspectiva. Do ponto de vista musical extremamente é abrangente em termos de sonoridades e texturas desde as mais melódicas, com ambientes sonoros calmos, intimistas e cativantes, às mais extremas com violentas de Death e até Black Metal, passando por momentos musicais de linha progressiva. Aliás, um denominador comum em toda a obra é o dedilhar constante da guitarra de Élvio que sem entrar em grandes preciosismos técnicos consegue criar riffs penetrantes e contagiantes.

Utopian.Hope.Dystopian.Nihilism consegue pois uma estreia que promete pela ambivalência musical e tem muito a ganhar se conseguir granjear maior consistência em termos de composição especialmente no equilibro entre as diversas vertentes. Outro factor relevante, a produção "caseira" acaba por ser um pouco "castradora" em relação ao real potencial que esta obra tem. Pela riqueza musical este é um registo que ganharia bastante com uma produção mais cuidada.

Outro factor a rever é a agregação de vários temas como um só. Ao contrário que o tracklist indica este não é um registo de quatro faixas. Élvio decidiu juntar vários temas em apenas quatro tendo em conta a sua ligação conceptual. Esta é pois uma decisão que se aceita mas no entanto os temas ganhariam maior relevância se fossem separados resultando assim temas mais curtos e concisos em vez de temas demasiado longos.

Sons e informação adicional em: Myspace / Facebook

15 de junho de 2011

Legacy of Cynthia - Voyage


Ep / Edição de Autor / 2011

Surgiram em 2010 e num ápice enfiaram-se nos Trigger Studios sobre a orientação de Rui Danin. O Ep "Voyage" é o resultado desta experiência.

São 5 temas, em que quatro deles ultrapassam a barreira dos sete minutos, enquanto que "After The Rain" o instrumental que fecha o disco pouco passa dos três minutos.

Já cá tínhamos falado de "Voyage", numa primeira impressão do disco da banda de Sintra e após uma audição mais cuidada corroboramos com o que aqui foi dito.

Música de cadência melódica, "confeccionada" com paisagens serenas e até melancólicas ainda que intercaladas a espaços com momentos de maior dinâmica rítmica é a proposta dos Legacy of Cynthia. O som desta banda "move-se em correntes" progressivas cujo "percurso" vai do Rock alternativo ao Metal.

Outro factor que merece ser realçado, a música de Legacy of Cynthia não é de "consumo imediato", tal como um bom "néctar" exige ser degustado lentamente. Quanto mais hipóteses der a este registo de passar no player, as possibilidades de se render a ele aumentam substancialmente.

Contudo, apesar de ser um óptimo trabalho de estreia existem alguns pontos que podem vir a ser melhoradas. A música teria a ganhar bastante com um trabalho de vozes com outra dinâmica, a banda pode colher mais valias do facto de ter dois vocalistas que não conseguiu granjear na sua plenitude.

"Voyage" demonstra uma banda que apesar da sua curta existência sabe que terrenos pisa e como pode potenciar as suas qualidades. O primeiro passo foi dado.


Relacionados:

Legacy of Cynthia: Viagem anunciada
Legacy of Cynthia: Artwork e Alinhamento do Ep


Ligações:

http://www.myspace.com/legacyofcynthia
http://www.facebook.com/legacy.cynthia
http://www.youtube.com/user/LEGACYOFCYNTHIA
http://palcoprincipal.sapo.pt/legacy_of_cynthia
http://www.reverbnation.com/legacyofcynthia

7 de maio de 2011

Novembers Doom: Melodias negras

Começaram sob o estigma do Doom Metal mas evoluíram para outras sonoridades como o Death e Progressivo sem contudo perderem a identidade que os caracteriza desde o inicio. Refiro-me aos norte-americanos Novembers Doom (ND) que se preparam para lançar o oitavo álbum da sua carreira.

Denominado por "Aphotic" o novo trabalho da banda parece ser uma sequência lógica aos últimos trabalhos da banda, um Death melódico com um subtil toque progressivo, onde os ambientes negros e melancólicos herdados da sua faceta Doom não são esquecidos.

Depois da transformação musical iniciada timidamente em "The Pale of The Haunt Departure" e concretizada em "Novella Reservoir" os ND têm apostado ulimamente mais numa maturação da sonoridade registada nestes dois trabalhos (especialmente no segundo) do que em renovar e na verdade parecem não desiludir. "Aphotic" aponta ser uma boa prova disso. Deste álbum são já conhecidos os temas "What Could Have Been" (video abaixo) e "Harvest Scythe" (Facebook da banda).

Ligações: Facebook / Sitio Oficial

23 de abril de 2011

Vertigo Steps: A persistência da qualidade


São autores de um dos melhores registos de rock pesado do ano passado no território nacional. "The Melancholy Hour" transmite toda a qualidade de uma banda com motivos para reclamar por um salto na sua carreira.

Crónicas do Som Eterno procurou tomar o pulso de como tem sido assimilada por parte dos Vertigo Steps (VS) a recepção de que o álbum tem sido alvo e procurou saber algumas novidades sobre o novo trabalho que a banda se encontra a preparar.

As palavras que se seguem são do guitarrista e mentor da banda, Bruno A.

Depois do óptimo trabalho de estreia, “The Melancholy Hour” (TMH) surgiu como um segredo bem guardado e causar ainda maior surpresa. Acima de tudo, pelo “salto” qualitativo em termos de maturidade criativa. Quais as grandes diferenças entre os dois registos?

Saudações às CSE. Com efeito, houve um evolução natural e positiva. O álbum de estreia foi intencionalmente bastante variado, com temas de diversos períodos e até algum improviso ao nível da gravação; no TMH tudo foi mais pensado e programado, com mais tempo nas mãos, maior à vontade e cumplicidade entre mim e o vocalista e maior certeza ainda do caminho a traçar. Isso acabou por traduzir-se num trabalho mais complexo e progressivo, mas ao mesmo tempo bastante mais coeso, sólido e até catchy.

Houve também um excelente trabalho do Daniel Cardoso a nível da produção, e também na secção rítmica, com o selo de qualidade que se lhe reconhece. Até o ambiente em estúdio foi melhor e mais descontraído, o que está espelhado de forma feliz nos studio-episodes e no videoclip de “INhale”. Tudo isto marca a diferença, natural e desejável diria eu, entre os dois lançamentos.

Sabemos que o disco teve excelente recepção por parte de quem o ouviu. Quais foram as reacções ao álbum que gostariam de destacar?

Sim, regra geral os adeptos da banda gostaram imenso e angariámos novos seguidores. Figurou em muitas listas pessoais de melhores do ano. A nível dos media, obtivemos excelentes críticas um pouco por todo o lado e mesmo uma ou outra menos entusiasmada fez sempre questão de realçar a qualidade do álbum, indicando que se tratou apenas de gosto pessoal ou por esperar algo “mais metal”. Felizmente, já deve ter dado para perceber por esta altura que somos uma banda diferente e que não estamos minimamente preocupados em fazer algo mais ou menos metal, mais sushi ou mais courato, mas sim evoluir no nosso som, que tanto mantém traços de metal como de rock alternativo, progressivo, post-rock, ambiental, etc. Queremos continuar a escrever grandes temas que fiquem para a posterioridade, sem qualquer barreira estilística. Preferia não elencar reacções mediáticas em particular, mas se forem ao nosso MySpace tem uma boa representação geral do que foi dito; mas além das entrevistas e rádio broadcasts, posso talvez referir as críticas na Loud!, Metal Rules, Sea of Tranquillity, Metal Storm ou Desibeli. Ou um destaque especial e consequente entrevista de 16 páginas na End Of The Road. E, claro, sem olvidar a vossa, com uma tagline para a posterioridade: Isto é Vertigo Steps e chega!

Apesar do disco ser bem aceite por quem o ouviu, e de ser (quase) unânime a opinião sobre a sua qualidade superior o certo é que os Vertigo Steps ainda são algo ignorados. Que tipo de reacção ou sensações te causa?

Bem, ignorados será provavelmente uma expressão demasiado forte, mas concordo que poderia existir uma maior exposição e os novos ouvintes ficam amiúde espantados por não terem ouvido falar previamente de VS. Por um lado, para uma banda ainda não-assinada e que não dá concertos conseguir a projecção mediática que tivemos desde a estreia não é um mau sinal. Por outro, sinto que é mais árduo chegar aos ouvidos de um maior número de pessoas, infelizmente não pela qualidade do som mas por se perder no meio do chorrilho de lançamentos e da maior exposição mediática de bandas assinadas, muitas dessas como é sabido de interesse musical relativo ou formulaico.

De qualquer forma, nunca será isso a fazer-nos cessar, há um impulso para criar música especial e estou certo que mesmo com o estado das coisas no meio musical, eventualmente conseguiremos chegar mais longe e ver os nossos álbuns devidamente editados e distribuídos para alem do formato digital.

Posso adiantar-te que houve até diversos label-managers que teceram rasgados elogios ao trabalho, não tendo no entanto actualmente meios para apostar nele.

Noutro pais um projecto com os elementos (residentes ou colaborações) que integram os Vertigo Steps teria maior projecção? Não existe alguma ignorância sobre quem participa no projecto Vertigo Steps? Já agora, quem são essas participações?
Bruno

Pessoalmente, considero sempre as participações através da mais-valia musical e não dos nomes. Já tivemos a possibilidade de ter músicos mais conhecidos a participar e não nego que os venhamos a ter futuramente, mas o nosso output musical tem um cunho muito personalizado e portanto essas participações terão sempre de se adequar ao tema em questão e acrescentar-lhe valor pelo que de novo trazem - e não o inverso. Já tivemos participações vocais do Stein R Sordal e do Jules Näveri, que são nomes naturalmente bem maiores nos seus países de origem do que por cá, pelo menos para quem ande menos atento. Intérpretes de enorme talento, assim como a Sophie ou até o Rui Viegas e o André Vasconcelos (de Arcane Wisdom), o próprio Daniel participa com vocalizações esporádicas. O Niko é o nosso vocalista e portanto um “residente” e era conhecido sobretudo na Finlândia pelo seu óptimo trabalho em Misery Inc., mas é em VS que está a revelar a total abrangência e potencialidade como vocalista.

Se existe ou não essa ignorância que referes não te posso precisar, penso que depende da curiosidade de cada um em aprofundar; eu quando gosto de um projecto que conta com diversas participações de qualidade interesso-me em saber quem estas são, mas admito perfeitamente que muita gente não tem este ímpeto e prefere simplesmente ouvir música de forma mais simples e passiva, sem informações adicionais. Naturalmente que a periferia geográfica e pequena dimensão do mercado nunca são grande ajuda para as bandas nacionais.

Ao público pode causar algum espanto o facto de Vertigo Steps ser composto por elementos e contar com colaborações de vários pontos do mapa, alguns com bastantes quilómetros de distância. Parece que a net é uma grande ajuda para ultrapassar esta barreira? Como funcionam regra geral os Vertigo Steps, especialmente no processo criativo?

Há que inovar não apenas musicalmente mas também a nível de processos! Como sabes, coloco sempre a música em primeiro lugar e portanto com VS não me preocupei em arranjar apenas músicos locais e que pudessem tocar ao vivo, isso poderia ser extremamente redutor.

No final, o que permanece é a música e portanto apesar de também gostar de actuar ao vivo, preferi não colocar esse tipo de barreiras quando comecei a procurar o vocalista adequado. Por outro lado, isso também permite abrir um pouco VS à Finlândia, sei que temos lá bastantes apreciadores e alguma atenção mediática. A dinâmica criativa funciona tirando partido da Web e de forma muito simples: eu componho e gravo tudo aqui no meu home-studio e depois envio os temas ao Niko (e aos outros convidados, naturalmente) e ele vai criando as linhas vocais, reenviando, etc. Vamos trocando ideias até chegar à melhor forma possível, a nível de pré-produção, e por vezes também gravo vozes para lhe mostrar novas abordagens e perspectivas.

Através deste intercâmbio vai-se construindo o esqueleto do álbum e depois em estúdio torna-se mais simples, até pelo facto de já levar todas as programações finais, a nível de teclas, atmosferas, loops & samples. É claro que o Niko tem sempre de deslocar-se da Finlândia, mas é por uma boa causa e sempre apanha umas temperaturas positivas para variar.

A música de VS transpira melancolia e nostalgia. De onde vem todo este feeling? Pelo que soube não és propriamente adepto de sonoridades tipicamente melancólicas….

Por acaso, acho que um dos traços comuns a praticamente toda a música que ouço – e que viaja entre estilos extremamente diferentes e variados, embora sempre de forma bastante selectiva – é precisamente uma certa toada melancólica, nostálgica, ambiental. Penso que te referirás ao facto de não apreciar música mais “lamechas” e de facto quando se utiliza o termo melancólico haverá sempre quem associe logo a doom, gótico ou emo de toda mais romântica e whiny...

O que valorizo é a capacidade adulta e genuína de através da junção de diversas texturas, se conseguir atingir no ouvinte um determinado estado de alma, profundo e intenso e que o faça reflectir e viajar. É por isso que não aprecio minimamente música mais happy ou supérflua; considero que deve existir todo um diálogo com o ouvinte que o obrigue a entrar em estados de alma que não serão necessariamente positivos para o próprio, mas que apresentam um desafio e um reencontro de cariz introspectivo. Essa melancolia e nostalgia tanto encontro em bandas sonoras e música ambiental, como som étnico e darkwave, música clássica, até alguma música electrónica... assim como post-rock, gótico/new wave e naturalmente muito Metal, preferencialmente melódico, progressivo, experimental, mas também groove e com atitude!

Tanto esta miríade de influências musicais, como a minha visão muito própria do mundo e toda a literatura e cinema que avidamente consumo, são certamente espelhadas no som evocado, por isso VS dificilmente soaria de outra forma


Ainda “The Melancholy Hour” está meio fresco e vocês já preparam um sucessor que parece que terá como titulo “Surface/Light”. Queres levantar um pouco o véu sobre o novo trabalho?

É verdade! Bom, o TMH acabou de ser composto já há cerca de um ano e após 6 meses de “desmame” e praticamente sem criar, e entrada do Outono passado coincidiu com um surto criativo bastante inesperado mas que basicamente nos deixou com um novo álbum nas mãos! E ainda por cima, com o melhor álbum da carreira ainda curta de VS: disto não temos quaisquer dúvidas. Uma opinião aliás partilhada pelas pessoas envolvidas na banda, assim como as que já puderam ouvir algum do material novo. Acabei por me focar em 13 temas novos e temos estado lenta mas gradualmente – devido à disponibilidade de tempo do nosso vocalista nunca ser a melhor – a criar linhas vocais e letras. Ao mesmo tempo, os convidados estão também a conferir o seu toque de excelência (serão divulgados a tempo oportuno).

A nível instrumental estaria até já pronto para entrar em estúdio, mas agora importa completar as linhas vocais e lapidar mais alguns detalhes para concluir a pré-produção que tenho no home-studio. Ainda não temos datas para a gravação, embora esteja em contacto frequente com o Daniel e os USS para tentar compatibilizar as coisas da melhor forma, mas estamos a apontar para finais de 2011.

Acima de tudo, estou ansioso para ter o “Surface/ Light” pronto e poder partilhar as novas criações com todos os apreciadores da banda, pois tem sido complicado estar tão realizado, tão seduzido com o material novo mas não poder ainda revelar muito do que aí virá. Também iremos começar muito em breve a trabalhar no artwork, que promete desde logo marcar alguma diferença para os trabalhos anteriores. Será um álbum a todos os títulos muito especial e mesmo a nível de pré-produção, os temas já transpiram uma magia incrível, com temas curtos de um apelo catchy fortíssimo e melodias viciantes mas também uma toada atmosférica, cinemática e post-rock cada vez mais acentuada.

Mantenham-se atentos à nossa página de Facebook! E um forte obrigado pela entrevista e todo o apoio dispensado pelas CSE.

Ligações: Facebook / Myspace

3 de janeiro de 2011

Vertigo Steps - The Melancholy Hour


CD Baby / 2010

Existem trabalhos discograficos que pela sua qualidade, pela sua riqueza e abrangência musical se tornam como uma especie de desafio para a pessoa que se propoe analisar a obra. “The Melancholy Hour” dos Vertigo Steps é um desses trabalhos.

De facto, é complicar transcrever em palavras aquilo que a música de Vertigo Steps consegue transmitir do ponto de vista sensasorial e emocional, para além de que do ponto de vista músical se torne redutor procurar classificar/categorizar o som de “The Melancholy Hour”. Rock/Metal progressivo, alternativo, ligeiro toque a gótico,  etc... Isto é Vertigo Steps e chega!

O que importa realçar é que a música deste segundo álbum é de uma qualidade e de uma consistência deslumbrante. Sublime "travo" a "Vintage”.

Mais, ouvir temas como “Inhale”, “Reel World”, “Through Sham Lenses”, “Silentground” e “Burial Light” resulta numa fantástica viagem por emoções e experiências, tal é a intensidade da música de Vertigo Steps.

Para finalizar, apenas para registo (ou talvez não), importa salientar os nomes e a história ligados a Vertigo Steps:

Vertigo Steps nasceu por intermédio de Bruno A., instrumentista multi-facetado (guitarra, teclas) que contou com passagens por Arcane Wisdom e Redstains até criar Vertigo Steps e ao qual se juntou o vocalista Niko Mankinen (ex-Misery Inc.). Aos dois membros originais juntou-se Daniel Cardoso (produtor dos dois trabalhos da banda) que assumiu a bateria e o baixo. Além destes e à semelhança do que já se tinha verificado no trabalho de estreia (auto-intitulado), “Melancholy Hour” conta com algumas participações exteriores que são Jules Naveri (Insomnium, Profane Omen, Enemy Of The Sun), Stein R. Sordal (Green Carnation), Sophie (Understream) e Rui Viegas (Arcane Wisdom).


Myspace music playerQuantcast

Ligações:

http://www.myspace.com/vertigosteps
http://www.facebook.com/vertigosteps
http://www.cdbaby.com/Artist/VertigoSteps

9 de novembro de 2010

The9thCell: Novo single

Ainda com o segundo acto de "Point Blank Range" a fresco o projecto The9thCell dá a conhecer um novo trabalho, o single "A Match forged in Heaven and perfected in Hell". Um trabalho qe segundo o autor resulta numa "dedicação ao Amor e aos seus caminhos distorcidos".

Este lançamento inclui duas faixas adicionais, sendo uma delas uma versão do tema "Heaven", dos Guano Apes.

A obra encontra-se disponivel para download gratuito aqui.

O próximo lançamento deste projecto de David Pais será também de um single, de nome "Broke New World - Pt1", e está agendado para 15 de Novembro, antecedendo o lançamento de "ACT III - All.Merry.Cah", a terceira e última parte da trilogia "Point Blank Range".

Sons e informação adicional em visite www.the9thcell.com.

28 de outubro de 2010

Dark Wings Syndrome - Arcane


Ethereal Sound Works / 2010

Criados por iniativa de Barros Onyx os Dark Wings Syndrome (DWS) apresentam-se como uma bela surpresa no panorama nacional.

Conhecido pela sua passagem pelos The SynphOnyx, a sonoridade deste novo projecto de Barros Onyx herdou um pouco da faceta progressiva da extinta banda de Guimarães, no entanto ficar por essa comparação é no minimo redutor.

Longe de ter uma estrutura sinfónica que o som da antiga banda de Barros apresentava e que os seus sucessores naturais (Neonirico) com maior vigor exploram, DWS apresentam um som mais organico e dotado de maior peso.

Aparte de esta comparação que se compreende pelo passado do mentor deste projecto mais há para dizer sobre "Arcane". Este é um excelente trabalho de metal progressivo, uma obra que combina exemplarmente peso com melodia. Mas são muitos mais os motivos de interesse: a riqueza em termos da estrutura dos temas do álbum, os "deliciosos" riffs de guitarra, as "inebriantes" alterações de tempos e ritmos, as participações externas à banda que mais enriquecem a obra.

No fundo o que mais impressiona em "Arcane" é a enorme demonstração da capacidade criativa desta banda. Dark Wings Syndrome demonstram uma espantosa "maturidade" que lhes permitem ambicionar a explorar uma consideravel diversidade em termos músicais. E deste "pormenor" poucos são os que podem de se orgulhar.

Temas a destacar: "Hade (PT.1)", "My Cristal Cage" e "Unknown Pleasures".

Sons e informação sobre a banda em www.myspace.com/darkwingssyndrome

25 de outubro de 2010

Legacy of Cynthia: Artwork e Alinhamento do Ep

É já conhecida a capa do trabalho de estreia dos Legacy of Cynthia, o Ep "Voyage". Todo o artwork é da autoria dos elementos da banda.

O registo com edição prevista para Novembro, foi gravado nos Trigger Studios com produção, misturas e masterização a cargo de Rui Danin.

O Ep conta com 5 temas que são eles:

1 - The Abyss Of Tragedy
2 - Memories
3 - Birds
4 - Juliet
5 - After The Rain

Sons e informação sobre a banda em www.myspace.com/legacyofcynthia

7 de outubro de 2010

The9thCell: Ponto Critico


Orgânica, energética e acutilante. Assim é a música de The9thCell, um projecto de David Pais, conhecido pela participação em bandas como No Tribe e Ashes.

Música sem amarras (a estilos) e de "lingua" afiada é a proposta de David Pais. E é bom que se diga que se trata de uma boa proposta. Pela intensidade, pela abrangência de géneros musicais de The9thCell a sua música não é de assimilação instantânea (nem é isso que o projecto de David se propõe) mas após algumas audições o ouvinte é bem capaz de se surpreender.

Depois do bem conseguido e melhor recebido Ep "Unlock", chega a triologia "Point Blank Range", composta pelos álbuns "Act I – (D)og (E)at (D)og", "Act II - Glocapitalization" e "All.Merry.Cah.". O primeiro capitulo teve edição em Junho, o segundo no dia 5 de Outubro enquanto o terceiro encontra-se por editar.

Tal como no Ep nota-se em "Point Blank Range", do ponto de vista lírico, uma vertente critica do ponto de vista social e politica. Mas sobre isso, nada melhor do que David Pais para esclarecer.

"Act II - Glocapitalization" é parte integrante de uma trilogia denominada "Point Blank Range". Como e porquê a opção por uma trilogia? Do que trata esta trilogia?

David Pais - Bom, optei por tornar este novo trabalho numa trilogia muito basicamente porque tinha imensas músicas para um disco só! Este "Point Blank Range" já traz material de 2007 que entretanto não tinha tido oportunidade de limar e terminar, e quando reparei que já tinha perto de 2 horas e meia de música, decidi separar os temas por três secções distintas: a revolta, a percepção e a melancolia. São basicamente estes os três sentimentos que cada uma destas partes tem, e nesta ordem. A trilogia trata essencialmente de uma questão política e social que me assusta imenso, que é a Globalização e o facto da grande maioria da população se estar a tornar pseudo-americana...e como tal, tentei criar algo que alertasse para o facto de cada vez mais estarmos a perder a nossa individualidade para com uma globalização cada vez mais constante e persistente.

Qual a diferença em termos temáticos de "Act I – (D)og (E)at (D)og” para "Act II - Glocapitalization"?

David Pais - A diferença reside no tópico. O primeiro acto fala um pouco sobre o facto de estarmos num mundo em que nos tramam a todo o instante devido a interesses de todo o lado - falo não só dos governos e das multinacionais, como até mesmo no nosso meio social e, no meu caso, da própria indústria musical - enquanto que o segundo já explora mais o problema, o cerne da questão essencial que é o debate sobre a Globalização, a perda da individualidade para com um mundo cada vez mais uniforme e indistinto.

Neste segundo capitulo contas com algumas participações especiais. Quais são e como surgiram?

David Pais
David Pais - O Dennis conheci-o em Slime Fingers, quando ele tornou-se o vocalista deles. Desde sempre que gostei da voz e da presença dele, e então sempre fiquei curioso por saber como seria o contraste das nossas vozes num tema de The9thCell, e convidei-o sem pensar duas vezes!  Acho que ele fez um excelente trabalho, e ainda fez um solo de guitarra e colocou alguns efeitos bem porreiros, portanto foi uma excelente colaboração! Depois temos o Emmanuel, que é um dos meus melhores amigos. Já o conheço há anos e também temos sempre tentado fazer algo juntos mas por razões que nos superaram até então, nunca tinha sido possível. Convidei-o para tocar guitarra numa música nova, e ele gravou vários samples de riffs, que usei para compôr esta música. E penso que, depois desta experiencia, ficou claro que vamos ter de trabalhar mais vezes juntos, possivelmente num novo projecto! No terceiro tema conto com o Dinis Oliveira, teclista de Owl Pit, que tocou os teclados da "Sexy & Foxy Love on a Cheap Roulotte". Esta música apareceu de uma jam-session que estávamos a fazer em minha casa...ele fazia os teclados todos limpinhos, e eu estragava tudo com a minha guitarra aos berros, que é uma coisa que gosto imenso de fazer! O quarto tema é uma espécie de interlúdio, que foi gravado no local de ensaios de Ashes, apenas com um microfone no meio da sala...! Eu estava a tocar bateria, e nisto o Marco juntou-se a mim no violino, e fizémos aquela improvisação. Mais tarde ouvi-a com mais atenção e não resisti em incluí-la no alinhamento do novo trabalho, por ser perfeita para criar um interlúdio. Por fim, no "Melting Asphalt" conto com a participação do Ricardo Mestre, num tema que compusémos juntos para Wishful Thinking, mas que entretanto pensei em "pedir emprestado" para The9thCell. Como o nosso projecto está um pouco parado e como adoro este tema, não achei justo mantê-lo no silêncio muito mais tempo e pedi-lhe autorização para usá-lo no disco.

Em relação ao terceiro capitulo já podes adiantar algum aspecto? 

David Pais - Sim. O terceiro capítulo chama-se "All.Merry.Cah." e finaliza o debate e intervenção sobre a Globalização. É um disco mais soturno, mais melancólico...um pouco mais pessoal, até. Ainda estou a gravar as vozes para alguns dos temas, mas posso também adiantar que há novas participações, nomeadamente a do Pedro Isidoro (vocalista da minha outra banda, No Tribe), Pedro Caldeira (guitarrista em Ashes), Flávio (vocalista de Oblique Rain) e estou também a contar com uma participação de uma cantora inglesa chamada TyLean, mas ainda não tenho confirmação. No geral, creio que será uma boa conclusão para esta trilogia.

Em que estado se encontram actualmente os teus outros projectos, Ashes e No Tribe? Para quando podemos esperar pelo anunciado novo trabalho de Ashes? Como geres o teu envolvimento com os vários projectos? 

David Pais - Estamos em estúdio, neste momento. O Marco está a terminar as gravações do violino, e eu irei gravar as vozes já no final deste ou início do próximo mês. Ainda não temos datas nenhumas agendadas ou pensadas para o lançamento porque ainda temos muitos detalhes para concluir, mas aponto mais lá para o início de 2011. É-me relativamente fácil gerir os projectos, porque dou prioridade às bandas. Ashes e NoTribe estão à frente de The9thCell, porque no meu projecto a solo posso trabalhar quando quiser, ao passo de que nas bandas dependemos dos ensaios e concertos, por isso a minha prioridade é mesmo as bandas. O resto de tempo e alma que me sobra fica para The9thCell.

Corrige-me se for falha minha mas não me recordo de ter havido um concerto de The9thCell. Será possível de futuro haver algum concerto deste teu projecto?  

David Pais - Este Verão tive a proposta de dois guitarristas para levarmos The9thCell avante com concertos, mas o que ainda não me fez levar essa ideia para a frente foi o facto de eu não ter baterista, porque os concertos teriam de ser semi-orgânicos, visto que estaríamos dependentes de um computador para disparar a secção rítmica. E também porque muito sinceramente, arranjar um baterista que toque o que eu programei, não é fácil de encontrar...e então ainda não me decidi quanto a essa possibilidade. Já fiz até algumas playlists para possíveis concertos, com 9 temas cada concerto, a abranger todos os álbuns...mas ainda bem que referiste isso, porque durante o próximo ano tenciono fazer uma pausa de composição para The9thCell, o que me vai dar mais tempo para organizar uma banda que toque ao vivo. Vou pensar mais concretamente quanto a isso e talvez em breve já haja alguma novidade!


Ligações:



"Point Blank Range" para download legal (clique nos títulos abaixo das imagens):

Act I – (D)og (E)at (D)og












Act II - Glocapitalization

6 de outubro de 2010

The9thCell: Novo disco lançado

Os The9thCell aproveitaram o Dia da Implantação da Républica Portuguesa Portuguesa (ontém, 5 de Outubro) para lançarem o seu novo trabalho. "Act II - Glocapitalization", composto por nove temas inspirados no universo politico e global, é o segundo capitulo da triologia "Point Blank Range", sucedendo assim a "Act I – (D)og (E)at (D)og”.

Eis o alinhamento do disco:


01 Time Out (featuring Dennis Monroe)
02 Go Fu(n)k yourself! (participação de Emmanuel Lopes)
03 Sexy & foxy Love on a cheap roulotte (participação de Dinis Oliveira)
04 New World Warning (featuring Marco Rosa)
05 Know Thyself
06 To Be ( Awareness - The wound manifests - Before the change - Carpe Diem - Awareness Pt2 )
07 Melting Asphalt (participação de Ricardo Mestre)
08 Thou shall not question!
09 Testify (Rage Against The Machine cover)

O álbum produzido e masterizado pelo mentor do projecto, David Pais, encontra-se para download gratuito aqui.

Informação adicional e sons em http://www.myspace.com/the9thcell

2 de outubro de 2010

Shinning: Profunda Agonia


O Black Metal é um dos sub-géneros mais antigos do Metal e tem, um pouco por isso, sofrido durante a sua historia algumas transformações do ponto de vista musical. Transformações essas que se podem dividir em 3 grandes correntes.

A primeira vaga na década de 80 onde proliferaram nomes lendários como Venon (estes em termos musicais aproximavam-se mais do Heavy-Metal ou não estivessem eles ligados à NWOBHM, pelo que foi a vertente lírica da banda que a levou a ser conotada como Black Metal), Bathory e Celtic Frost. A segunda grande onda essencialmente focada no norte da Europa onde surgiram nomes como Samael, Darkthrone, Mayhem e Immortal. Até esta fase via-se um género fechado a si mesmo e pouco receptivo a grandes transformações.

Chega no final da década de 90 até presente década aquela que é considerada a terceira geração. Nesta fase já se vê bandas de Black Metal explorando e conjugando outras vertentes (inicialmente de uma forma mais tímida) além da sonoridade mais crua. Falo dos Cradle of Filth e Dimmu Borgir.

No entanto parece-me que no final desta década existe por parte das bandas ligadas a este sub-género ainda maior abertura. Abertura a sonoridades mais progressivas e melódicas, a composições mais complexas e menos directas. E até mesmo abertura a outras sonoridades além do Metal. Nomes como In Vain, Unexpect, o já aqui referidos Winterhorde são um bom exemplo disso.

Os suecos Shining são mais um brilhante exemplo desta nova vaga de bandas. Aliam ao Black Metal, sonoridades como o Death, o Progressivo e até um ligeiro toque Jazz. A música da banda é carregada de feeling, uma portentosa manifestação de sofrimento. A um ritmo predominantemente arrastado a banda surpreende com abruptas mudanças para ritmos frenéticos como se uma demonstração de raiva e desespero fossem.

A banda encontra-se presentemente a promover o seu mais recente trabalho pela Europa o "Shining VV - Fodd Forlorare".

Ligações:
http://www.myspace.com/shininghalmstad
http://www.facebook.com/shiningofficial


29 de setembro de 2010

Winterhorde: O encanto do extremo


Formados em '99 ainda com a designação de Autumm Palace, os Winterhorde são uma banda oriunda de Israel que ameaça conquistar muitos palcos ocidentais.

Banda composta por executantes de enorme qualidade pratica uma sonoridade que percorre fronteiras entre o Bkack, o Death, o Progressivo e até generos fora do metal como Fusão e Musica Classica.

A banda gere esta mesclanea de nomemculaturas musicais muitas vezes forçando os limites do convencional. E é justo que se diga que muito do encanto que emana da música de Winterhorde advém dessa procura de desafiar os limites.

Ritmos vertiginosos com fases mais calmas e algo mesmo melancólicas de permeio, com uma sonoridade ora mais crua ora sinfonica a música da banda é um regalo para apreciadores de sonoridades mais exigentes.

Mostraram-se em "In Tradicions of Winter" (EP), causaram sensação com "Nebula" e confirmam todo o seu potencial com o recente "UnderWaterMoon", um dos grandes discos do ano dentro do Metal extremo.

Ligações:

http://www.myspace.com/winterhorde
http://www.youtube.com/user/OfficiaWINTERHORDE
http://twitter.com/winterhorde


28 de setembro de 2010

Apotheus: Ep via Raising Legends Records

Os Apotheus anunciaram a edição do seu trabalho de estreia, o Ep "A Quest to Remain" será editado via Raising Legends Records em data por anunciar.

Enquanto o trabalho não é lançado a banda encontra-se a trabalhar para ultimar uma série de concertos que integrem a digressão de promoção ao Ep, estando algumas dessas datas anunciadas.

Datas e informação adicional sobre a banda podem ser encontradas no Myspace da banda.

Ligação:

http://www.myspace.com/apotheusportugal

Abysse - Le Vide Est Forme


Edição de Autor

Atmosférico, contagiante, arrasador. Estes são alguns dos adjectivos que podem ser usados para classificar este trabalho dos franceses Abysse.

"Le Vide Est Forme" é uma edição de autor composta por dois temas completamente intrumentais que demonstram a enorme capacidade criativa e técnica desta banda.

Metal progressivo com ligeiro travo de uns Anathema mas sem por isso perder identidade. Uma identidade forte e bem vincada.

O som da banda baseia-se numa conjugação de diversos ambientes e ritmos contribuindo para uma dinamica fantástica. Merece destacar a sucessão de riffs que prendem o ouvinte intercalados com mudanças de "tempos" musicais. Outro aspecto interessante incide no facto de que a banda sendo praticante de metal progressivo e os seus elementos uns executantes de grande qualidade, a banda não cair na tentação de cair em preciosismos técnicos superfluos preferindo sempre concentrarem-se na criação de uma atmosfera "densa" e pesada.

Analogia que nos parece mais arriscada em avançar, mas não de todo despropositada, é o facto de certas fases das musica dos Abysse nos fazerem recordar da sagacidade técnica de uns Metállica ("Orion" é um belo exemplo) numa fase pré "Metallica" (popularmente conhecido por Black Album).

Mais uma brilhante perola exportada pelo underground francês do qual têm surgido soberbos exemplos de criatividade.

Ligações:

http://www.myspace.com/abyssegroupe
http://twitter.com/Abysseband
http://www.facebook.com/pages/Abysse/36367808860

27 de setembro de 2010

Legacy of Cynthia: Viagem anunciada


Legacy of Cynthia é um novo projecto a emergir do underground lusitano.

A banda está a ultimar o seu Ep de estreia intitulado por "Voyage", que ameaça se tornar uma bela surpresa.

Pela amostra colocada pela banda no Myspace, o titulo não podia ser melhor escolhido. Por não ser musica de "assimilação instantânea" convida a uma audição mais cuidada. Uma audição que resulta na descoberta dos vários tempos e ritmos, dos "pormaiores" a nível técnico pelas emoções que a música emana.

O metal, o rock progressivo e até mesmo o rock alternativo estão presentes, numa toada melódica coroada de "ambiências".

Com naturalidade a música do conjunto ainda se encontra aquém da sua plenitude (o jogo de vozes  que pode ser melhor explorado é um exemplo disso) mas nem tal seria de esperar. Fica assim a promessa de um trabalho com qualidade e de uma banda com excelente margem de progressão.

Legacy of Cynthia são:

Oz - guitarra
Peter - voz
Charlie - voz
Catalão - guitarra
Bucho - bateria
Caesar - baixo




Waterland: Nova formação

Os Waterland que se encontram a preparar o seu segundo trabalho denominado por "Virtual Time", anunciaram a entrada de um novo baixista e baterista. Assim pode-se considerar esta a formação actual da banda:


Miguel Gomes (guitarra)
Marco Alves (voz)
Bruno Gomes (voz)
To Silva (teclado)
Tiago Alexandre (baixo)
Tiago Moreira (bateria)

Waterland é um projecto liderado por Miguel Gomes, guitarrista que esteve ligado à formação dos Oratory, banda nacional com grande relevo na parte final dos anos noventa e inicio da presente época.

9 de março de 2010

Fallen Martyr: Quando as influências pesam

Oriundos da capital dos Estados Unidos, os Fallen Martyr têm vindo a granjear crescente respeito no underground americano de modo que não são raras as criticas que os colocam como uma das mais promissoras bandas da terra do tio Sam.

Com fortes influencias de Dream Theater, Arch Enemy e Testament (bem notórias as duas primeiras) o som da banda resulta numa espécie de Thrash Progressivo com algumas nuances de Metalcore.

O som debitado pela banda no Ep de estreia "The Six Roots of True Will" (2009) é poderoso, contem melodias fantásticas e excelentes solos de guitarra faltando aprimorar uma identidade própria, pois ainda são evidentes as influências descritas anteriormente.

Com origem em 2005 os Fallen Martyr são:

Ryan Rawlings -Voz
Gabe Luis - Guitarra
Mike Gerlach - Guitarra
Doug Albers - Baixo
Jake Ford -Bateria