Hora do Som Eterno: A hora do metal nacional na Warfare

Confira a playlist da emissão desta semana.

Somo Eterno: Temos novo nome e nova morada

Webzine e rede social: O culto ao Metal.

Smooth Comforts False: Primeiras Impressões

O Ep "Secret" e o álbum "Metaphortime" colocaram a bitola de expectativas para o segundo álbum dos Thee Orakle muito alta...

15 de dezembro de 2010

Suffochate alteram designação

Os Suffochate alteraram a sua denominação para Survive The Wasteland, uma mudança que tem como base o facto de existirem outras bandas com o mesmo nome e ainda por a banda sentir que o antigo nome não identificar a actual personalidade da banda.

Entretanto a banda gravou nos SoundVision Studios (Vila do Conde) o single "Bringing Back The Death" que pode ser ouvido no mypace da banda e que em breve estará disponível para download.

Ligações: http://www.myspace.com/survivethewasteland

13 de dezembro de 2010

Os Animais

Dico

Para desgosto da minha família, no período final da segunda metade dos anos 80, entre 1987 e 1989, à semelhança de qualquer outro headbanger típico, eu trajava diariamente com calças justas de ganga elástica, t-shrits das minhas bandas favoritas e blusões de ganga (nunca cheguei a adquirir um de cabedal) ornamentados com dorsais, patches e crachás de grupos. Na altura, encontrava-me ainda a deixar crescer o cabelo. Seguindo a tendência da época, também não dispensava os ténis-bota (preferencialmente da Reebok, passo a publicidade), as pulseiras e cintos de bicos, anéis com caveiras e uma pesada corrente adquirida na loja de ferragens mais próxima, que pendia das calças em forma de “u”.

Este meu visual garantia-me sempre lugar disponível nos transportes públicos. Não só me sentava à primeira como o banco ao lado também ficava vago (não fosse eu estripar quem lá “ousasse” sentar-se). Se fosse uma mulher grávida ou um idoso certamente não teria tanta sorte. Onde quer que eu fosse, os transeuntes olhavam para mim (e para a generalidade dos headbangers) com um misto de terror, choque e repugnância. Sempre que recordo estes episódios vêem-me à memória os versos “quando ando pela rua toda a gente olha para mim, parece que me querem comer, e esta merda nunca mais tem fim” do clássico «Animais», dos Censurados.

O visual que adoptei assegurava-me, aliás (como a inúmeros outros fãs de Metal), o epíteto de “drogado” e “ladrão”. Certo dia fui mesmo acusado por um homem que viajava de pé ao meu lado num autocarro cheio de lhe ter roubado a carteira. Nada me enraivece mais do que a injustiça e a calúnia, pois além de sempre ter sido um pacato cidadão, orgulho-me da minha honestidade intransigente.

Na medida em que a minha forma de dizer “vão-se todos foder, seus anormais infelizes” aos preconceituosos e retrógrados com quem tenho a infelicidade de me cruzar sempre foi - e ainda é – chocá-los o mais possível, obrigando-os a enfrentar o que mais receiam ou detestam, acrescentei à minha indumentária uma cruz invertida, passando também a fazer-me acompanhar na rua por um leitor de cassetes que, alto e bom som, debitava estratégica e provocatoriamente músicas de bandas extremas. Recordo-me que os Blessed Death eram um dos meus grupos eleitos para o efeito, dada a indescritível gritaria vociferada pelo frontman.

De forma natural, no início dos anos 90 abandonei os ornamentos, passando a adoptar um visual minimalista: cabelo comprido, t-shirt ou sweat shirt pretas, calças justas de ganga elástica preta e os inevitáveis ténis-bota. Ainda assim, mantive o meu “lugar reservado” nos transportes públicos. Ao cruzarem-se comigo na rua, as pessoas preservavam a expressão de terror e repúdio que tão exemplarmente denunciava a sua ilimitada estupidez. Agora, devido à indumentária e aos meus longos cabelos, eram os epítetos de “paneleiro” e “drogado” que me atribuíam (sempre nas minhas costas, obviamente). Ora, nunca tendo eu duvidado da minha virilidade ou sequer fumado um charro (sim, é verdade), decidi ignorar esses “mimos”. Aos 21 anos fui obrigado a cortar o cabelo para arranjar emprego. Mais tarde, deixei-o crescer novamente e ainda mais.

Hoje, do alto meus 40 anos e da indumentária formal que envergo diariamente, continuo a ser descriminado pelo visual de outrora. Há tempos, em conversa sobre televisão com uma nova pessoa do meu círculo de conhecimentos, falei-lhe do meu gosto pelos programas “Miami Ink” e “LA Ink”, especializados em tatuagens, que me esforço por nunca perder, embora nunca haja tatuado o corpo. Horrorizada, a mulher, de apenas 32 anos (sim, não falo de uma velha retrógrada), expressou uma repugnância tal para com esta forma de arte e para com todos os que a ostentam no corpo que eu não podia acreditar. Há muito que não via uma demonstração de intolerância e discriminação social tão veemente.

Na sequência do tema, informei-a que já havia usado cabelo comprido e trajado a roupa típica do headbanger médio dos anos 80. Percebi o choque na expressão da mulher, que nem se esforçou por disfarçar. Perguntou-me então: “Como é possível? Ninguém diria. Vestes-te tão bem. Pareces tão pacato”.

No dia seguinte mostrei-lhe propositadamente várias fotos minhas dessas épocas (sendo uma delas a que ilustra este texto). Ansiava confrontá-la com a sua própria estupidez e preconceito. O choque foi ainda maior.

Incrédula, de olhos esbugalhados, era quase como se a mulher tivesse à frente imagens de cadáveres ou algo parecido. “Que horror” e “não é possível que já tenhas sido assim”. Falava como se de um abjecto serial killer se tratasse. E estas foram apenas algumas das frases que lhe saíram pela boca fora. Enquanto outras pessoas comentavam cordialmente o meu antigo visual, a outra mergulhava num mar de preconceito. Acabou por ser humilhada por mim e pelos restantes presentes, remetendo-se por fim ao silêncio. Que outra solução tinha?

Dico

10 de dezembro de 2010

Thee Orakle: Saida de guitarrista e gravações

Os transmontanos Thee Orakle encontram-se fase final da pré-produção do seu segundo trabalho de originais.

A banda optou pelas gravações de novo pelos UltraSoundStudios que iniciam em Janeiro do próximo ano, sobre a orientação do produtor Daniel Cardoso e o co-produtor Pedro Mendes.

Entretanto o guitarrista Romeu Dias deixou de integrar a banda pelo que já foi encontrado um substituto, cujo nome será divulgado pela banda em tempo oportuno.

Mais informações em:

8 de dezembro de 2010

Heavenwood assinam pela Listenable Records


Conforme são divulgadas informações sobre o registo que sucede a "Redemption", o último álbum dos portuenses Heavenwood, cresce a expectativa sobre o novo trabalho da banda.

Intitulado por "Abyss Masterpiece", a obra que vai ser editada pela editora francesa Listenable Records contará com os préstimos do produtor germânico Kristian " Kohle " Kohlmannslehner para a mistura e masterização nos Kohlekeller Studios. O álbum, sabe-se, que foi captado nos Ultrasound Studios e contou com posterior edição no Estudio 213 no Porto.

Kohlmannslehner é conhecido pelo seu trabalho com bandas como Crematory, Under Seige e Agathodaimon entre outras.

Sobre a editora, os monstram-se muito entusiasmados por integrar parte do catalogo de uma editora que inclui nomes como Gojira, Adagio e Immolattion.

"Eles têm demonstrado ao longo de todos estes anos ser uma editora muito trabalhadora, honesta com profissionais dedicados às suas bandas, e, acima de tudo, eles sentem, compreendem e acreditam na nossa música como nós próprios e esta parece ser a combinação perfeita para atingirmos os nossos objectivos. Estou muito confiante que com o seu envolvimento, ‘ Abyss Masterpiece ‘, o nosso álbum mais pesado, obscuro e intenso até à data, conduzirá os Heavenwood até uma nova e gloriosa etapa na sua carreira" afirma Ernesto Guerra, vocalista dos Heavenwood.

O novo longa-duração dos Heavenwood foi composto juntamente com o Orquestrador Sinfónico Russo Dominic G. Joutsen e irá contar com a participação especial de Miriam Renvag dos Noruegueses RAM-ZET no tema "Leonor".

Eis a tracklist de "Abyss Masterpiece":

The Arcadia Order
Fading Sun
Like Yesterday
Winter Slave
September Blood
Sudden Scars
A Poem For Mathilde
Leonor
Burden
Goddess Presiding Over Solitude
Morning Glory (In Manus Tuas Domine)
Her Lament

Ligações:

http://www.kohlekeller.de
http://www.myspace.com/heavenwood
http://www.listenable.net

3 de dezembro de 2010

Vagos Open Air III

Morb Angel
Foram dados a conhecer os dois primeiros nomes que vão integrar o cartaz da terceira edição do Vagos Open Air que terá lugar nos dias 5 e 6 de Agosto.
Assim sendo, Morbid Angel e Tiamat são as duas bandas anunciadas que por si são garantias de mais um grande evento.
Os bilhetes custam 30,00 euros (diário) e 50,00 euros (passe dois dias) e serão postos brevemente à venda nos locais habituais. A partir do dia 6 de Dezembro será colocada à venda uma primeira edição especial de 500 passes que inclui oferta de T-shirt oficial do festival.

Ligação: http://www.vagosopenair.eu/

Tiamat