"Em honra dos que sofrem" é o título que marca o regresso dos Bruma Obscura. Depois da demo-tape de 2006 o projecto de Hell M prepara o regresso com este novo trabalho em formato Ep. A data de lançamento ainda está dependente do acordo uma potencial editora.
Da pré-escuta deste novo trabalho ligeiras diferenças, este novo trabalho apresenta um cariz mais introspectivo do que o seu antecessor.
Bruma Obscura são:
Hell M. - Guitarra, Voz
Joel Fausto - Baixo
Sytry - Teclado
Vargue - Voz
O Marginália Bar, em Portimão, serve de anfiteatro no dia 27 de Agosto a uma noite de Black Metal que conta com actuações de Deep Odium, Irae, Satanize e Göatfukk.
Entretanto os Irae em conjunto com os Göatfukk vão actuar no Metal Point no dia 9 de Setembro e no dia segunte no Cave Bar na Marinha Grande, Às duas bandas juntam-se os Nefret.
As entradas em Portimão são de 6 euros enquanto no Porto e Marinha Grande ficam-se pelos 5.
Revage é um projecto musical intrinsecamente ligado ao seu mentor, tanto que a alcunha deste se confunde com o próprio nome da banda. Referimo-nos a Lino "Revage" Mateus, fundador da banda que se apresenta no Birras Bar em Covilhã no dia 11 próximo no âmbito do evento State of Warfare.
Crónicas do Som Eterno teve uma amena e muito rentável cavaqueira com o músico. Conversa que deixamos aqui para escuta:
O Black Metal é um dos sub-géneros mais antigos do Metal e tem, um pouco por isso, sofrido durante a sua historia algumas transformações do ponto de vista musical. Transformações essas que se podem dividir em 3 grandes correntes.
A primeira vaga na década de 80 onde proliferaram nomes lendários como Venon (estes em termos musicais aproximavam-se mais do Heavy-Metal ou não estivessem eles ligados à NWOBHM, pelo que foi a vertente lírica da banda que a levou a ser conotada como Black Metal), Bathory e Celtic Frost. A segunda grande onda essencialmente focada no norte da Europa onde surgiram nomes como Samael, Darkthrone, Mayhem e Immortal. Até esta fase via-se um género fechado a si mesmo e pouco receptivo a grandes transformações.
Chega no final da década de 90 até presente década aquela que é considerada a terceira geração. Nesta fase já se vê bandas de Black Metal explorando e conjugando outras vertentes (inicialmente de uma forma mais tímida) além da sonoridade mais crua. Falo dos Cradle of Filth e Dimmu Borgir.
No entanto parece-me que no final desta década existe por parte das bandas ligadas a este sub-género ainda maior abertura. Abertura a sonoridades mais progressivas e melódicas, a composições mais complexas e menos directas. E até mesmo abertura a outras sonoridades além do Metal. Nomes como In Vain, Unexpect, o já aqui referidos Winterhorde são um bom exemplo disso.
Os suecos Shining são mais um brilhante exemplo desta nova vaga de bandas. Aliam ao Black Metal, sonoridades como o Death, o Progressivo e até um ligeiro toque Jazz. A música da banda é carregada de feeling, uma portentosa manifestação de sofrimento. A um ritmo predominantemente arrastado a banda surpreende com abruptas mudanças para ritmos frenéticos como se uma demonstração de raiva e desespero fossem.
A banda encontra-se presentemente a promover o seu mais recente trabalho pela Europa o "Shining VV - Fodd Forlorare".
Os Infernal Kingdom vão participar no Werewolf Metal Fest em Belgica em 31 de Outubro, naquilo que será o culminar de uma digressão pela Europa (ver agenda).
Esta digressão está inserida na promoção do álbum de estreia da banda, "S.A.T.A.N." que estará disponível no próximo mês via Frente Europa Records (Cd) e Egg of Nihism Productions (Mcd).
Formados em '99 ainda com a designação de Autumm Palace, os Winterhorde são uma banda oriunda de Israel que ameaça conquistar muitos palcos ocidentais.
Banda composta por executantes de enorme qualidade pratica uma sonoridade que percorre fronteiras entre o Bkack, o Death, o Progressivo e até generos fora do metal como Fusão e Musica Classica.
A banda gere esta mesclanea de nomemculaturas musicais muitas vezes forçando os limites do convencional. E é justo que se diga que muito do encanto que emana da música de Winterhorde advém dessa procura de desafiar os limites.
Ritmos vertiginosos com fases mais calmas e algo mesmo melancólicas de permeio, com uma sonoridade ora mais crua ora sinfonica a música da banda é um regalo para apreciadores de sonoridades mais exigentes.
Mostraram-se em "In Tradicions of Winter" (EP), causaram sensação com "Nebula" e confirmam todo o seu potencial com o recente "UnderWaterMoon", um dos grandes discos do ano dentro do Metal extremo.